quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Alerta Vermelho - Vida Dura



01 Intro (Força da Favela)
02 Vida Dura (Acústico)
03 Sonhos de um Garoto de Rua
04 Uma Idéia
05 Vida Dura (Versão Baile)
06 Intro (Força da Favela) (Instrumental)
07 Vida Dura (Acústico) (Instrumental)
08 Sonhos de um Garoto de Rua (Instrumental)
09 Uma Idéia (Instrumental)
10 Vida Dura (Versão Baile) (Instrumental)


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Akon Konvicted


01. Shake Down
02. Blown Away
03. Smack That
04. I Wanna Love You
05. Rain
06. Never Took the Time
07. Mama Africa
08. I Can't Wait
09. Gangsta Bop
10. Tired of Runnin'
11. Once in a While
12. Don't Matter
13. Gringo (Bonus)

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Marcelo Cirino une América Latina e Hip-Hop em novo trabalho

Marcelo Cirino une América Latina e Hip-Hop em novo trabalho

Publicado em: 17/05/2008
Chimeny Nogueira
redacao@metropoleonline.com.br


O coreógrafo do grupo Dança de Rua do Brasil (DRB), Marcelo Cirino, aposta na mistura de elementos latinos ao hip-hop em seu novo trabalho, que deve ser apresentado ainda este ano. No ano em que a sua consagrada coreografia ‘Homens de Preto’ completa uma década, Cirino anuncia que deve apresentar novos movimentos. “Estou trabalhando em uma nova coreografia que valoriza a América do Sul e explora os ritmos e elementos dessa cultura. Não vou sair da dança de rua, mas quero incrementar o hip-hop com pequenos detalhes da cultura latino-americana”, adianta.

Coordenador do Projeto Dança de Rua da Secretaria de Cultura de Santos, Cirino é um dos maiores nomes da dança de rua no Brasil e desde 1991 coleciona títulos, dentre eles 27 primeiros lugares consecutivos em competições consagradas internacionalmente. Ele conta que enfrentou várias dificuldades até fazer da dança de rua uma modalidade competitiva em festivais. “Durante alguns anos eu competia com o grupo na modalidade jazz, e vencíamos sempre. Na verdade, tanto a gente como os diretores do principal festival de dança do Brasil, o de Joinville, sabíamos que não existia nenhuma outra categoria em que pudéssemos nos encaixar. No início, havia muito preconceito e discriminação, pois as pessoas achavam que dança de rua não tinha técnica, principalmente os bailarinos ligados ao jazz e ao clássico”, relembra.

Segundo Cirino, a participação do grupo nos festivais e as consecutivas vitórias resultaram na inserção da modalidade nos festivais. “Em 1995 foi instituída, pela primeira vez, a dança de rua no Festival de Dança de Joinville. Depois disso, outros festivais passaram a inserir a modalidade”, afirma. A frente do DRB o coreógrafo conquistou os primeiros lugares do festival, consecutivamente, de 1993 a 1998 , sendo considerado ‘hour concour’.

Patrocínio
No momento ele está em busca de recursos para continuar expandindo o seu trabalho, levando o grupo para apresentações internacionais. “Meu projeto é conseguir patrocínio para levar o grupo para apresentações na Europa. Lá eles valorizam muito essa modalidade e tenho certeza que teríamos um grande retorno”, comenta.

O coreógrafo, que já tem 20 anos de carreira, afirma que pretende parar, mas não tem data prevista. “É claro que um dia vou ter que parar mas não tenho idéia de quando”. Ele se considera um privilegiado por trabalhar com algo que lhe dá prazer. “Hoje em dia é possível viver da dança, porque as entidades públicas permitem isso. Não é fácil, da mesma maneira que não é em qualquer outra profissão, mas eu sou uma pessoa privilegiada porque vivo do que gosto de fazer”. Entretanto Cirino faz uma observação. “Temos visto o governo federal criar várias leis de incentivo cultural, mas em âmbito estadual e municipal as políticas públicas caminham a passos lentos. Fala-se muito em investimento social, mas na prática atividades como a dança de rua, que se identificam com os jovens, ainda são pouco valorizadas”, lamenta.

“Homens de Preto” completa 10 anos
“Homens de Preto”, a coreografia mais conhecida do Dança de Rua do Brasil, completa uma década este ano, e de acordo com Cirino, ainda não foi superada. “Não teve outro grupo de dança da região que conseguisse tanto destaque na mídia”, ressalta. Apesar de 10 anos de existência, a coreografia continua sendo apresentada, junto com os novos trabalhos, por todo o Brasil e em diversos programas de televisão como Xuxa, Domingão do Faustão, Hebe Camargo, Ana Maria Braga, Otávio Mesquita, entre outros. Cirino atribui o sucesso da coreografia a dinâmica e ao figurino. “O terno e a gravata preta aliados à dinâmica rápida e ao figurino funcional, que impõe respeito, fizeram da coreografia um marco. O figurino é atemporal, é um clássico. Acredito que o espaço que temos na mídia seja fruto do trabalho profissional apresentado pelo grupo, que é coeso e impactante”, afirma.

HISTORIA DO HIP HOP


A Dança de Rua surgiu através dos negros das metrópoles Norte Americanas.

As primeiras manifestações surgiram na época da grande crise econômica dos EUA, em 1929, quando os músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados e foram para as ruas fazer seus shows.

Em 1967, o cantor James Brown lançou essa dança através do Funk. O Break, uma das vertentes do Street Dance, explodiu nos EUA em 1981 e se expandiu mundialmente, sendo que, no Brasil, devido à sua cultura, os dançarinos incorporaram novos elementos de dança.

Em janeiro de 1991, foi criado na cidade de Santos, o primeiro curso de “Dança de Rua” no Brasil, idealizado e introduzido pelo coreógrafo e bailarino Marcelo Cirino, baseado em trabalho prático e de pesquisa, desde 1982.

O curso virou projeto e para alguns “religião”, sempre com o apoio da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Santos.

Hoje sua repercussão mundial, retrata o reconhecimento do trabalho e não um simples modismo.


A HISTÓRIA DO HIP HOP

A cultura hip hop é formada pelos seguintes elementos: O rap, o graffiti e o break.
Rap - rhythm and poetry, ou seja, ritmo e poesia, que é a expressão musical-verbal da cultura;
Graffiti - que representa a arte plástica, expressa por desenhos coloridos feitos por graffiteiros, nas ruas das cidades espalhadas pelo mundo;
Break dance - que representa a dança.

Os três elementos juntos compõe a cultura hip hop.
Que muitos dizem que é a "CNN da periferia", ou seja, que o hip hop seria a única forma da periferia, dos guetos expressarem suas dificuldades, suas necessidades de todas classes excluídas...

O termo hip hop, alguns dizem que foi criado em meados de 1968 por Afrika Bambaataa. Ele teria se inspirado em dois movimentos cíclicos, ou seja, um deles estava na forma pela qual se transmitia a cultura dos guetos americanos, a outra estava justamente na forma de dançar popular na época, que era saltar (hop) movimentando os quadris (hip)...

Em meados dos anos 70 no Bronx, cidade de Nova Iorque, só existiam dois bons deejays conhecidos que eram Kool D.J. Herc e Kool Dee.

Kool D.J. Herc foi o maior e mais seguido de todos os D.Js. do Bronx.

De qualquer modo em meado dos anos 70 outro jovem D.J. que foi inspirado por kool D.J. Herc, Kool D.J. Dee, Disco King Mario, começou aparecer e crescer no cenário da música B.Beat chamado Afrika Bambaataa.

Ele tinha algo de grandioso da música B.Beat de Kool Herc, ele começou a trazer novos discos e fazia as pessoas dançarem como um trovão, e decidiu de chamá-los de ZULU NATION. Nos próximos anos Bambaataa seria o responsável por várias gírias no movimento. Nesta mesma época apareceu outro D.J. com o nome de Grand Máster Flash, que ajudou a reformular o jeito de rimar em cima dos Break Beats. Não foram Sugarhill Gang, D.J. Hollywood ou Eddie Chebba e Kurts Blow que começaram a rimar em cima dessas batidas, foram realmente Grand Máster Flash, Mele mel, Kid Creole e Keith Cowbow que começaram o fenômeno das rimas.

Se existe alguém responsável pela criação da música Break Beat, foram Kool D.J. Herc, Afrika Bambaataa e Grand Master Flash, os que vieram depois só ajudaram a construir o que chamamos de HIP-HOP.


O RAP:

Como já disse anteriormente rap quer dizer ritmo e poesia. Ao contrário de que muitos pensam e dizem por aí, o rap foi criado na Jamaica e não nos Estados Unidos... Por volta de 1960 na Jamaica existiam os "sound systems" muitos populares na ilha, pois sem dinheiro a população dos guetos iam para as ruas e ficavam escutando músicas nesses "sound systems" que eram na época algo como hoje em dia é um trio elétrico para nós aqui, só que em escalas bem, mais bem menores...Daí então com as músicas com ritmos jamaicanos rolando os "toaster" que eram como os mc's (mestre de cerimônias de hoje) ficavam falando frases e discursos sobre as carências da população, os problemas econômicos, a violência nas favelas, enfim sobre a dificuldade em geral da classe baixa dos guetos...
A ida desta nova forma de música para América até então, aconteceu no início de 1970, pois vários jamaicanos tiveram que deixar a ilha do Caribe e emigrarem para a América por problemas econômicos e políticos....
Um dos caras que foram para os USA e desembarcaram em Nova Iorque, foi o dj Kool Herc - trazendo em sua bagagem toda a sua experiência naquele ritmo dos guetos da Jamaica...
Daí então com a divulgação do novo estilo de se fazer música até então, desconhecido por lá, começou a surgir grupos de rap por todo gueto de NY...
Quanto ao primeiro registro fonográfico de rap, a divergências entre os estudiosos, alguns dizem que foi o grupo "Sugar Hill Gang" que gravou o 1º registro em vinil para o grande público, outros falam que foi o grupo "Fatback" com a célebre "King Tim Ill" por volta de 1978...


O GRAFFITI

O graffiti em si não há uma citação na história do hip hop onde ele começou primeiro, ou de que forma foram criadas letras e formas de se desenhar, mas há quem diga que ele foi o primeiro elemento a se formado. Naquela época gangues disputavam demarcando becos, muros e trens com seus nomes. Aos poucos a demarcação foi tomando segundo plano para uma verdadeira e nova forma de expressão artística, onde garotos com seus elementos futuristas ditavam novos estilos com o bico do ‘spray’ (nuts).
A influência latina é algo que podemos dizer que existe muito forte em todo trabalho...pois os maiores artistas veêm de países como, Colombia, Porto Rico e Bolívia...dos vários artistas do graffiti mundial citamos, Ramon Herrera, Lee Quiñones, Miguel"paco paco"Ramirez, Sandra "lady pink" Fabara, Futura, entre vários outros...


O HIP HOP NO BRASIL

O nome HIP HOP surgiu no Brasil na década de 80. Ainda não existiam movimentos que retratavam exatamente o fundamento, o significado na íntegra desta cultura, porque todo aquele povo da época (a grande maioria) desconhecia este nome HIP HOP. O que na época foi propagado e muito na mídia, era a febre chamada BREAK DANCE.

Break era a dança do momento na época, que jamais deixou de ser um elemento importantíssimo e imprescindível para o crescimento do movimento no Brasil.

Sendo assim: 1984, foi o ano oficial da chegada da Dança de Rua no Brasil e o surgimento dos B.Boyings, Poppings e Lockings.

Dizem que existiram pessoas isoladas que já começaram a dançar em meados de 1983, mas foi mesmo em 1984 que a mídia, através dos jornais, documentários, revistas, comerciais de TV e filmes que propagou em massa a chegada da nova dança.

Em todos os lugares via-se pessoas com roupas coloridas, óculos escuros, tênis de botinha, luvas, bonés e um enorme rádio gravador mostrando os primeiros passos, do que se tornaria mais tarde uma cultura bem mais complexa.

Todos aqueles que tinham uma certa afinidade pela dança foram influenciados pelas cenas do filme Flash Dance, os vídeos clips de Lionel Ritchie, Malcom McLarem e outros. Sendo que não podemos deixar de mencionar em hipótese alguma que o Rei do Pop Michael Jackson, lançou para o mundo o famoso Back-slide, inventado pelo Grupo Electric Boogaloo, que muitos Poppers viram e utilizaram muito no Brasil.

Na terra brasilis o hip hop na década de 80, contou também com as equipes de Som, estilo black music, como: Chic Show, Black Mad e Zimbabwe e algumas revistas. E é claro dos discos que apareciam na galeria da rua 24 de maio...

Os primeiros talentos tupiniquins, Nelsão Black Soul ou Nelsão Triunfo dançando break, conhecido também como “homem árvore” e sua turma o “Funk Cia.”, que inclusive fizeram à abertura da novela Partido Alto, na Rede Globo, sem esquecer que o Funk Cia. já vinham de muito tempo atrás; desde a época do Black Power dançando Funky no bailes de São Paulo.

Recém chegado dos E.U.A. um garoto chamado RICARDO do Grupo Electric Boogies, foi considerado por alguns o 1º B.Boy brasileiro, pois trazia do exterior os primeiros passos de Break para a revista: Dance o Break.

Thaíde e o Humberto, ou melhor, o Dj Hum, MC Jack que também é DJ, Pepeu, Racionais Mc's. General G.,Considerado o melhor vocal e a melhor levada de Rap, ele simplesmente desapareceu do mapa. MC Mattar, nome artístico (pseudônimo) utilizado por Marcelo Cirino.

Quem não se lembra da música: “Mas que linda estás”??? Do Grupo Black Junior’s. Os irmãos Metralhas, também apareciam no cenário.

Esses nomes mencionados acima, embora alguns desconheçam e ignoram o fato, foram os primeiros Rappers a gravar disco de vinil

Grandes nomes como Fábio Macari, DJ Cuca e a dupla dinâmica, bombástica e irreverente de brancos, chamada: “Dinamic Duo”, foram e são as verdadeiras enciclopédias do Hip Hop no Brasil.

Na época existia um concurso nacional de Break, o inesquecível Programa de auditório Barros de Alencar, que apresentou os grandes Poppers como Os Cobras e as Buffalo Girls e a grande final entre Os Dragon’s Breaker’s versus Gang de Rua (de Santos).

O Gang de Rua, foi fundado por Marcelo Cirino, e contava com mais três integrantes: Tijolo, Jorge Paixão e Daniel Paixão (hoje o rapper da gravadora Trama: Criminal D.).

Depois da febre de 85, surgiram nomes como: Back Spin, Jabaquaras Breakers, Red Crazy Crew, Street Warrior’s e Nação Zulu, que mantiveram vivo a arte do B.Boy.

Toda essa galera se encontrava na 24 de maio, em São Paulo, mas, começaram as implicações das lojas, com isso tiveram que mudar de localidade, indo para a Estação São Bento do metrô...Com uma divisão ocorrendo neste período da São Bento, outro grupo foi para a Praça Roosevelt e dalí surgiu o "Sindicato Negro".


Já em agosto de 1989 um cara chamado Milton Salles criou a MH2O "Movimento Hip Hop Organizado", ele Sales nesta época era produtor dos Racionais Mc's e foi até 1995, ao MH2O foi muito importante pois criava várias oficinas nas periferias, shows gratuitos nos guetos e divulgou muito o rap para o grande público.......
Hoje em dia, Milton Sales é responsável pela Companhia Paulista de Hip Hop, que continua tendo o mesmo intuito divulgar a cultura do hip hop.

Os 4 elementos do Hip Hop são:

- O BREAK: representa o corpo através da dança;

- O MC : a consciência, o cérebro;

- O DJ: a alma, essência e raiz;

- O GRAFFITI: a expressão da arte, o meio de comunicação...

Hoje em dia, existem muitos hip-hopeiros espalhados pelo Brasil, principalmente em São Paulo, que se auto-intitulam os conhecedores e entendidos da cultura. Dizendo que isso é, isso não é Hip-Hop, ao invés de fazer algo para o engrandecimento ainda maior do movimento, e não fazem.